terça-feira, 11 de abril de 2017

Vikings - o que é histórico na série do History Channel

Ragnar Lothbrok 



Ragnar Lothbrok (em sueco: Ragnar Lodbrok; em dinamarquês: Regnar Lodbrog; em nórdico antigo: Ragnarr Loðbrók) na série Vikings era um fazendeiro que se tornou rei na Escandinávia do século IX, e é o protagonista. Muito provavelmente ele seja uma lenda, pois os nórdicos não deixaram relatos escritos. Tudo que se tem sobre ele foram redigidos na Islândia do século XIII, pois os islandeses queriam transformar os seus antepassados em heróis.

Entretanto, realmente constam várias menções a nomes similares ao de Ragnar, todos em eventos ocorridos entre os anos de 845 a 865. Uma grande estudiosa do assunto é a pesquisadora Elizabeth Rowe, da Universidade de Cambridge, que estudou a lenda de Ragnar afirma que ele nunca existiu no seu livro Vikings in the West: The Legend of Ragnarr Loðbrók and His Sons (“Vikings no Oeste: a Lenda de Ragnarr Loðbrók e Seus Filhos”).

A morte de Ragnar possui duas versões, sendo que uma delas difere da apresentada na série: com um dos nomes parecidos – Reginheri, que pode ter sido Ragnar, ele foi vítima de disenteria logo após o cerco a Paris, com a idade entre 33 e 37 anos. Já no Ragnar das Lendas assemelha-se muito com o que acontece na série. Confira: Anos depois de ter saqueado Paris, Ragnar decide voltar ao reino da Nortúmbria para se vingar de Aella. Nisso, seus barcos afundaram bem próximos da praia, e ele foi capturado e morto em um tanque de cobras pelo rei.



Lagertha



De acordo com as lendas norueguesas, Lagertha foi mesmo a primeira esposa de Ragnar, e lutava com a coragem de um homem, lutando na frente entre os seus companheiros mais corajosos, e que todos se surpreendiam com as suas proezas insuperáveis, como diz um registro sobre ela.

Nas crônicas saxônicas, Lagertha não é mencionada, e por isso não existe comprovação de que ela tenha existido. Na obra de Saxo Gramaticus, consta que ela teve três filhos com Ragnar, um menino e duas meninas.

Bjorn Ironside


Este foi um personagem histórico de verdade, só que nada indica que ele fosse filho de Ragnar e Lagertha. Ele governou a Suécia e ao mesmo tempo comandou várias expedições para Inglaterra, França, Espanha e Itália.

Bjorn Ironside realizou grandes saques entre os anos de 859 e 862 no Mar Mediterrâneo, e como sempre escapava ileso de batalhas sangrentas, ele foi apelidado de Ironside ou ‘Flanco de Ferro’.

Ivar – o ‘Sem-Ossos’



Ivarr the Boneless ou Ivar – o ‘Sem-Ossos’ era um grande chefe viking dinamarquês ou sueco que viveu no século IX. Ele foi referido como um dos filhos de Ragnar Lothbrok muito tempo após a sua morte, e por isso mesmo talvez tenham sido relacionados para transformar os personagens em mitos mais impressionantes.

A origem da alcunha ‘Sem-Ossos’ é incerta. Pode ser que ele tivesse alguma deficiência ou doença degenerativa dos ossos, e há relatos que ele era carregado pelos seus homens sobre um escudo.


Rollo



Este é outro personagem que realmente existiu. O grande Rollo é retratado pelas Sagas que seria um homem tão corpulento que sequer um cavalo podia carregá-lo. Na realidade, o seu nome original seria Hrólf, e rebatizado anos mais tarde para a latinização do seu nome – Rollo.

De acordo com as sagas, o rei Francês cedeu em um ataque dos Vikings a Paris, e fez um acordo com Rollo, que se converteu ao cristianismo, assumiu a região norte da França – Normandia e se casou com a filha do rei Charles 3°. Os seus descendentes dariam a origem a toda a monarquia européia, incluindo a atual família britânica.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vikings descobriram a América 500 anos antes de Colombo



Imagine um cultura que mesclasse o furor e os olhos azuis dos Vikings com o amor pela natureza e o cabelo liso dos indígenas: imaginou? Pois este poderia ser nosso continente caso as colônias nórdicas tivessem logrado sucesso no Canadá. Usando um inovador método com imagens de satélite, arqueólogos encontraram indícios de um antigo acampamento viking na América do Norte, reforçando as evidências de que os escandinavos estiveram no continente 500 anos antes de Cristóvão Colombo. Este é o segundo acampamento nórdico descoberto em terras americanas.

O primeiro acampamento foi descoberto em 1960, na Terra Nova (nordeste do Canadá). Na ocasião, ficou provado que os vikings estiveram na América do Norte continental por volta do ano 1000. Os escandinavos mantiveram uma colônia na Groenlândia entre 1000 e 1500, mas até o século XX não havia evidências confiáveis de que tinham visitado outros locais.



O trabalho arqueológico de Anne Stine Ingstad e seu marido, o explorador Helge Ingstad, há mais de 50 anos, confirmou a existência de um acampamento em L'Anse aux Meadows, no extremo norte da Terra Nova. Especialistas passaram, então, a teorizar que os vikings ergueram ali um acampamento de inverno, para não terem que atravessar o Atlântico Norte de volta à Groenlândia na época das tempestades. Entretanto, o local na Terra Nova teria falhado como colônia, talvez por conflitos com nativos.




"O local está gritando 'Por favor, cave aqui!'", diz a doutora Parcak em entrevista ao New York Times. A professora de antropologia da Universidade do Alabama ganhou um prêmio do TED em 2015 por seu trabalho usando imagens de satélite para comprovar o roubo de sítios arqueológicos no Egito, e usando o fato para fazer um financiamento coletivo para ajudar a busca arqueológica feita do espaço.


Desde então, arqueólogos procuram mais evidências e outros acampamentos. Este ano, um novo método de busca deu resultado. Sarah H. Parcak, uma especialista em uso de imagens de satélite na arqueologia, examinou imagens infravermelhas entre a Groenlândia e Massachusetts, no nordeste dos EUA. Encontrou centenas de locais possíveis, até que reduziu a lista para um alvo muito provável.



Point Rosee, como foi chamado pelos pesquisadores, é um penhasco gramado acima de uma praia rochosa na Terra Nova, quase 500 quilômetros ao sul de L'Anse aux Meadows. As imagens do local mostravam altas quantidades de depósitos de ferro no solo, assim como trincheiras no solo que, quando escavadas, mostraram ser paredes de casas com marcas de cinzas, ferro pré-processado antes de ser usado por ferreiros, e uma grande rocha rachada usando fogo - todos sinais de metalurgia, desconhecida pelos nativos da regão.



Testes de carbono dataram os materiais como sendo da era Nórdica. Os especialistas irão voltar a cavar lá neste verão.