segunda-feira, 26 de março de 2018

Imigração - Escravidão - Crescimento Populacional Brasileiro

De acordo com "Slave Voyages", principal site sobre o tráfico negreiro internacional, vieram 5 milhões 369 mil africanos para o Brasil. Aportaram 4 milhões 722 mil africanos. Destes, 2 milhões e 200 mil foram para o Rio de Janeiro, 1 milhão 550 mil para Salvador, 853 mil para o Recife. 650 mil africanos morreram no caminho (12% do total).

O Brasil recebeu 45% dos negros vindos para as Américas, sendo que as Antilhas receberam a segunda maior quantidade, os americanos figuram em terceiro lugar!.


"Outro período que carecia de informações mais detalhadas sobre a chegada de escravos ao Rio era o pós-1831 — ano de criação da Lei Feijó, que proibia o tráfico negreiro no Brasil. Pesquisando o site, constata-se que, num primeiro momento, a iniciativa deu resultado. Em 1831, chegaram 900 escravos à cidade, contra 31 mil um ano antes. No entanto, a partir de 1832, voltou a um ritmo galopante. Com a pressão britânica pelo fim da exploração humana, surgiu a expressão ‘‘lei para inglês ver’’. Entre 1835 e 1850, aproximadamente 564 mil escravos chegaram ao Rio ilegalmente, de acordo com a Universidade de Emory." - Reportagem do Globo de 

 https://oglobo.globo.com/rio/pesquisa-americana-indica-que-rio-recebeu-2-milhoes-de-escravos-africanos-15784551#ixzz5Anl1CWxF 



Presença portuguesa: de colonizadores a imigrantes (TEXTO do IBGE)


Os registros da imigração portuguesa apareceram no século XVIII e se tornaram mais regulares a partir do século XIX. Devido aos inúmeros estudos sobre o tema, hoje já se pode contar com estimativas mais confiáveis sobre o número de imigrantes que vieram para o Brasil desde o século XVI.
Nos primeiros dois séculos de colonização, vieram para o Brasil cerca de 100 mil portugueses, uma média anual de 500 imigrantes. No século seguinte, esse número aumentou: foram registrados 600 mil e uma média anual de 10 mil imigrantes portugueses. O ápice do fluxo migratório ocorreu na primeira metade do século XX, entre 1901 e 1930: a média anual ultrapassou a barreira dos 25 mil.
A origem socioeconômica do português imigrante é muito diversificada: de uma próspera elite nos primeiros séculos de colonização, passou-se a um fluxo crescente de imigrantes pobres a partir da segunda metade do século XIX. Estes últimos foram alvo de um anedotário pouco condizente com a rica herança cultural que nos deixou o português.

Compare as estimativas do total de portugueses que entraram no Brasil desde o século XVI na tabela abaixo.

Fonte IBGE
Vieram para o Brasil, desde a origem da colonização 2 milhões 449 mil portugueses.

Imigração alemã: formação de uma comunidade teuto-brasileira

Os primeiros imigrantes alemães chegaram ao Brasil ainda no reinado de D. Pedro I. Estabeleceram-se no Sudeste e Sul do país, onde, a partir de 1824, fundou-se a colônia alemã de São Leopoldo (Rio Grande do Sul).
Vieram num total: 250 mil Alemães para o Brasil

Imigrantes italianos:

Foram muitas as nacionalidades de imigrantes que vieram para o Brasil desde as primeiras décadas do século XIX, mas o italiano, mesmo não sendo o "mais branco e instruído", ficou marcado como um imigrante adequado e confiável para a execução das tarefas que o Brasil dele esperava.
A importância deste grupo no movimento migratório europeu que teve como destino o Brasil é enorme por várias razões:
- Uma delas é de ordem quantitativa: entre 1870 e 1920, momento áureo do largo período denominado como da "grande imigração", os italianos corresponderam a 42% do total dos imigrantes entrados no Brasil, ou seja, em 3,3 milhões pessoas, os italianos eram cerca de 1,4 milhões.
- Outras são de natureza qualitativa: o italiano reuniu as duas condições de imigração mais valorizadas por autoridades públicas, por intelectuais e por empresários privados. A proximidade de língua, religião e costumes, fez o imigrante italiano mais facilmente assimilável por nossa sociedade do que os alemães ou japoneses, por exemplo; além disso, correspondeu aos ideais de branqueamento de nossa população, acreditado como desejável para que nos tornássemos mais "civilizados" diante de nossos próprios olhos e aos olhos do mundo.

PORTUGUESESQuantos vieram: mais de 1,6 milhão
Em que época: a partir da metade do século XIX
É claro que os portugueses estão por aqui desde o começo da colonização europeia, mas os que vieram para o Brasil após nossa independência, em 1822, são considerados imigrantes. Eles se espalharam por todo o país, mas a maior concentração ocorreu no Rio e em São Paulo. O uso do mesmo idioma e a falta de crescimento econômico de Portugal no século 19 foram os principais motivos a incentivar a migração para o Brasil
ITALIANOSQuantos vieram: mais de 1,5 milhão
Em que época: a partir de 1870
Os primeiros a chegar vinham principalmente do norte da Itália. No século 20, porém, predominaram os imigrantes vindo do centro-sul e do sul do país. São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram os principais destinos. A maior parte dos que se fixaram em São Paulo ganhou subsídios para vir trabalhar em lavouras ou como operários; já os do Rio Grande do Sul migraram por conta própria, tornando-se pequenos agricultores
ESPANHÓIS Quantos vieram: mais de 700 mil
Em que época: a partir de 1872
Os imigrantes espanhóis só foram menos numerosos que portugueses e italianos – entre as décadas de 1870 e 1970, representaram cerca de 14% dos estrangeiros que desembarcaram aqui, contra 31% de italianos e 31% de portugueses. Foi a colônia que mais se concentrou no estado de São Paulo e teve como principal ocupação o trabalho nas lavouras de café. Os espanhóis foram ainda os europeus que chegaram com mais crianças e grupos familiares
ALEMÃES Quantos vieram: mais de 200 mil
Em que época: a partir da primeira metade do século XIX
Um dos primeiros grupos a chegar, os alemães – e cidadãos de outras nacionalidades de idiomas germânicos, como austríacos e suíços – se fixaram principalmente nos estados da região Sul. Muitos viraram pequenos proprietários rurais, ocupando terras oferecidas pelo governo. O período de maior desembarque de alemães no Brasil foi em 1920, quando a Alemanha estava destroçada pela derrota na Primeira Guerra
“TURCOS”Quantos vieram: mais de 50 mil
Em que época: a partir de 1870
Embora viessem principalmente da Síria, do Líbano e de outros pontos do Oriente Médio, esses imigrantes passaram a ser chamados de “turcos” no Brasil, pois na época tais regiões faziam parte do Império Turco-Otomano. A crise econômica do império – que logo se desmancharia, dando origem à República da Turquia – incentivou a migração. Aqui, a maior parte de sírios e libaneses se dedicou ao comércio e se fixou principalmente no estado de São Paulo
JAPONESESQuantos vieram: cerca de 250 mil
Em que época: a partir de 1907
No início do século 20, a Itália dificultou a migração subsidiada para o Brasil. Então, esse tipo de política se voltou para o Japão, que tinha interesse em exportar a mão de obra excedente no país. Entre 1932 e 1935, um terço dos imigrantes que entraram no Brasil eram nipônicos. Os estados preferidos foram São Paulo e, em menor escala, o Paraná. Chegaram para trabalhar em lavouras, mas aos poucos viraram pequenos agricultores







Não diga que não somos brancos: os projetos de colonização para afro-americanos do governo Lincoln na perspectiva do Caribe, América Latina e Brasil dos 1860 Tese de Doutorado da USP

http://www2.unifesp.br/ciencias_sociais/dissertacoes-defendidas-versao-final/tabita-tiede

O Brasil chegou a deportar alguns milhares de Negros para a costa dos Escravos depois da Revolta dos Malês

Principais defensores do branqueamento: Oliveira Vianna e João Baptista de Lacerda

Comentário Yahoo Respostas: O Brasil já era de primeiro mundo com menos de 100 anos de fundação, era na época da monarquia quando o Brasil era o Império do Brazil e quando aboliram a escravidão os elitistas inconformados deram o golpe que hoje conhecemos de república. O Brasil era a 4ª maior economia do mundo, as 3 moedas mais fortes do mundo eram o dólar (USA), libra (UK) e mil réis (BR), era o país com a maior malha ferroviária, era um país de economia liberal (por isso que depois da república nós estudamos conflitos originados por elites como a do ''café com leite''), quando o telefone foi inventando, o Brasil foi o 2° a ter a tecnologia (as pessoas possuíam alto poder aquisitivo para a época), os professores recebiam salários ótimos que hoje seriam equivalentes a 8 mil reais em média, estávamos entre os países de imprensa mais livre e por esse e tantos outros motivos que éramos o país que mais recebia imigrantes europeus no continente, depois que viramos república isso mudou e o povo passou a ir para os EUA (então hoje somos o 2° país que mais recebeu imigrantes da Europa e os EUA 1°, mas até aquele momento estávamos em 1° lugar), a família real era contra a escravidão e não tinham nenhum escravo, tinham negros que eles eram pagos como empregados normais e tinham os planos de governo para os ex-cativos, mas isso foi destruído pela república e por isso 1 ano após a república ser proclamada já logo se formou a primeira favela do Brasil no RJ. Por isso nosso governo é tão corrupto e elitista porque foi assim que nasceu o sistema republicano no Brasil e para você ter uma ideia, o partido republicano na época da monarquia tinha mais representantes que o partido republicano hoje e por isso as pessoas só governam por interesses próprios em sua maioria.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Gazeta do Rio de Janeiro

O primeiro anúncio aparece já na segunda edição da Gazeta do Rio de Janeiro: uma casa de frente para a Santa Rita em 17 de Setembro de 1808.

No terceiro número aportaram no Rio de Janeiro autoridades eclesiásticas da ilha da Madeira, foram 40 dias de viagem até a Capital.

A Gazeta do Rio de Janeiro doou 1 semana do valor dos jornais, assim como todos seus funcionários doaram uma semana de seus ordenados para os "fiéis portugueses, que gloriosamente restaurarão o Reino, da usurpação dos francezes." p. 4 5 de outubro n. 7

No nono número já se oferecem livros sobre o comércio franco no Brazil.

No dia 17 de Outubro desembarcaram centenas de portugueses em portos brasileiros. Chegavam através de naus inglesas buscando fugir da tirania francesa e buscando conforto junto à Corte. Parte foi acolhida no Maranhão, parte em Pernambuco e outras acolhidas no Rio de Janeiro.

Em 22 de Outubro noticiava-se um leilão de 97 caixotes de Folha de Flandres na rua do Ouvidor. (No século XIX as Folhas de Fladres eram importante para o condicionamento de alimentos em conserva.)

No dia 31 de Outubro já se realizavam leilões de muitos produtos manufaturados ingleses, encontravam-se nos armazéns da Alfândega: óculos, chapéus de seda, relógios de bolso, tecidos finos, ferragens, lenços para tabaco e, descrito de forma genérica, "enfeites de senhora".